12/09/08 – Diário de Papel – Do pior ao melhor
Eu me sinto um pouquinho enjoada, chegando a fazer que os meus braços se fechassem sobre a minha barriga para eu agüentar. Não estou com aquela vontade de vomitar (se vomitasse, seria bom. Pelo menos eu perderia aula e ficaria dormindo em casa), mas eu ainda me sinto enjoada o suficiente para ficar calada na minha. Não que seja o que estamos fazendo, mas eu acho que deveria ter comido algo podre. Por causa disso, eu acho que eu tenho que me proibir de comer qualquer docinho ou salgado. Além do mais, a minha mãe quer me ver magra e sem aquelas coxas de galinha com hormônios que a gente vê no supermercado.
Alguns dos meus colegas de turma estão falando tão alto que chega a ser insuportável, embora eu goste de leves maldades, tais como catar ovos na cara deles para calar a boca irritante deles e não fazerem coisas infantis na sala. E nem com gente em cima das cadeiras e das carteiras como um bando de animais do zoológico que está com greve de fome. E se eles não se calarem, eu realmente acho que eu terei que chamar o Freddy Krueger calá-los À força. E NÃO TOU GRÁVIDA PARA ESTAR COM DOR NAS PERNAS DE PERU. E isso não é TPM, câmbio. Se o fosse, eu estaria chorando no meio da aula e gritando que nem uma louca varrida aqui. Ou eu falaria o quando Você-Sabe-Quem é um idiota machista e arrogante, causando o maior barraco aqui. Rimou, né? Eu tou com dor de cabeça. Para variar, está atrás da minha orelha. Não sei ao certo ou se o som deles me deixa toda confusa se a dor é por falta de lanche ou por eu ter comido algo nem tão legal.
Entretanto, eu tenho que ir a uma reunião da pastoral e ter que conhecer mais gente.
Embora eu me ache legal, doida, alegre-da-silva e madura mentalmente, eu não sei se eu consigo causar uma boa impressão, até porquê o preconceito contra gente que não gosta TANTO ASSIM de moda reina lá no meu colégio. Uma boa parte dos garotos só fala comigo para zoar mesmo. Afinal, eu não tenho uma verdadeira liberdade (leia-se: timidez ao extremo) em falar com o pessoal, até porquê eu não tenho tanto assunto. O meu humor é muito imprevisível: oras calada, oras séria e oras infantil.
Eles, os garotos, na verdade só alguns tem aqueles que são mais espertos, sabe? – , parecem gostar de pessoas com uma personalidade extrovertida e que sejam fáceis o suficiente para beijar em um colégio católico e cometer um erro se algum coordenador de pátio os flagrar. Pior ainda se for o padre diretor. Eles são cachorros babões, uns idiotas e que NUNCA tem coragem de falar mal de mim na minha cara. Ficam falando pelas minhas costas! BESTAS!
Eu sou apenas infantil e, convenhamos, que eu sou bem legal quando eu quero. Ás vezes, eu sou tão cara-de-pau e legal que os meus amigos dão boas gargalhadas lá. Eu gosto de uma minoria da turma. Aquela que você pode contar para o que der e vier, além de ser menos fofoqueira (no mal sentido) que o outro grupo. Mesmo que haja aqueles que finjam em querer namorar comigo, o que eu sempre respondo com um não insistente, eu sempre os ajudo em algumas coisas.
Afinal, um amigo é um tesouro que nunca se compra. Apenas se ganha quando o merece.
Eu sou uma bobinha mas eu sou uma bobinha legal, néah? Geralmente, mas isso não quer dizer que eu seja alguma idiota, já que eu me considero uma garota bem inteligente e capaz de fazer muita coisa. Na verdade, eu acho que estou ficando com o estômago se remexendo na minha barriga. Eu quero dizer, eu me sinto meio esquisita hoje. Além disso, o Igor não está por aqui e isso faz as aulas ficarem um pouco desanimadas e chatas com ele nunca falando alguma coisa divertida para que a gente dê altas gargalhadas. Ele é o único em que eu confio meus segredos. Ele até me aconselha, Zé, que eu acho que amo ele. Não AQUELE amar de beijar na boca e ficar em alguma cena do Titanic. Aquele amor de quase irmão, entende? Aquele amor em que você tem um confidente que é sempre honesto e legal com você. Além disso, eu estou com saudade do Igor cantando alguma música em sua carteira enquanto a gente dá algumas simpáticas risadinhas. Às vezes, quando eu estou meio séria, ele faz isso comigo para dar algum ânimo que eu até rio um pouco. E ele é um dos únicos meninos da sala que tem a maior afinidade com as garotas, como ele é super extrovertido.
Sei lá, né. O Igor sempre faz falta e a gente fica toda calada como algum demônio estivesse ali para nos vigiar. Se houvesse algum, eu queria que ele fosse muito gato. E eu não estou apaixonada por ele, apenas eu acho o cara alguém super legal. Se fosse uma pessoa famosa e tivesse que fazer um novo look no visual, além de escolher um amigo para ser o apresentador de Melhor Comédia e tivesse que ficar do lado da Cameron Diaz, seria, sem dúvida nenhuma, ele (visto que as demais vagas já estariam ocupadas por alguns amigos e Melhor Comédia é a cara dele). Além disso, eu daria vagas especais para primos e amigos, além de comemorar depois em alguma McDonald´s ou em algum bar e falando divertidamente à toa. Para melhor a minha situação, eu bati um papo com o Pláh (Pláucio Alencar. Ele vive me chamando de chuchuca, mas é um garoto que você ri e se diverte. Acho que a sua maior qualidade é ser leal.), Lili (nunca falo tanto com ela, a Talysa, mas ela é legal quando quer. Acho que a sua qualidade é estar antenada e ouvir bem.), Nara (é a flor da turma, a Thaynara. Eu não sei como ela tem tamanha paciência com a gente, além de sorrir sempre. É uma das garotas mais legais da sala. Eu acho que a sua maior qualidade é de conseguir amigos facilmente, sendo que todo mundo do nosso grupo AMA ela), Beto (ele é baixinho. Até UM POUQUINHO gordinho – desde que ele foi ao SPA para perder alguns quilinhos, o Roberto Gillona está ficando mais bonito. -. Mas, em termos de personalidade, ele é SUPER. Eu sempre fico impressionada com o seu bom-humor, além dele se entrosar bem com a turma e ser querido pelos professores. É gentil com quem ele ama e gosta, mas defende a gente de garotos que são arrogantes. A sua qualidade é o bom-humor e ser um bom-confidente) e Moggi (Morgana, ela ama os Jonas Brothers – principalmente o Nick -. Por isso, alguns de seus amigos a chamam de Morgan Jonas. Ela sempre vem com coisas legais, além de ser atenciosa com a gente. Ri das piadas do Igor, conversa com a turma. E é bem fofa! Acho que a sua qualidade é o bom estilo). Acho que soltei o meu humor negro (o pessoal riu, né? Eu tinha que animar a festa) e mim mesma.
Isso é por eu ter mais liberdade com a galera. Digo, na internet. Eu acho que vou até pedir meus três reais restantes do papai para comprar pastilha. E tentar não dar ao Você-Sabe-Quem. Eu não quero ser boba aos olhos dele e muito menos aos meus. Atualmente, eu o trato com hostilidade. Não que eu queira, mas ele mesmo me trata da mesma maneira.
O melhor de hoje foi ver que Crepúsculo estava entre os livros do Carrefour (para eu ir lá, eu gastei menos do que eu esperava. Fiquei tão alegre!). Bem que o Paulo me disse sobre isso. Não perdi tempo nenhum para babar mais pelos feitos do Eddie Cullen e fui logo pegando o tal livro e mostrei ao meu pai. Como tinha pouco dinheiro, ele negou na hora.
Então, depois de uns cinco minutos com o cujo e amado livro na mão, eu fui devolver à prateleira. O que me animou foi que poderíamos comprar o livro ainda neste ano (mas eu já havia decidido comprar em outubro com o meu dinheiro). Emmanuele pôs duas caixas de brigadeiro, que foram futuramente e parcialmente devoradas pela minha fome de leão.
Na hora de nós descarregarmos as compras para ver o preço, eu ajudei o meu pai (claro, com meus pais no meu pé para eu emagrecer o mais rápido possível…). Quando terminamos, eu vi a revistaria e fui logo perguntando ao meu pai se eu poderia ver lá. Ele aceitou logo, então eu fiquei pulando feito um coelho alegrinho até a porta, onde me virei para ver os mangás. Os mangás tinham Naruto, Tsubasa Reservior Chronicle, uma edição de Yu-Gi-Oh! Mas não havia Vampire Knight. Dei uma olhada nas revistas de comportamento para mulher (ELLE, Vogue, Gloss) e finalmente cheguei às revistas teens. Tinha Atrevida, TodaTeen, Capricho. No total, eram quase 7 marcas de revistas. Pensando no meu dinheiro, eu queria levar apenas três. Então peguei Popteen, Capricho e Atrevida. Então eu deixei as revistas lá e fui pedindo logo a minha mesada semanal de lanche para comprar tudo. Ele me deu 12 reais e eu fui imediatamente lá, para pagar. E tudo deu 11,90! POR 10 CENTAVOS, EU NÃO PODERIA TER PAGADO!
Nos meus mesmos pulinhos de lebre e suuuper emocionada, eu vi que o meu pai ainda estava vendo tudo ser pago. Aí veio a minha irmã (como sempre), que queria a versão mangá da Turma da Mônica ou algum livro de algum livro da Barbie sendo princesa.
Ela mal sabe que os originais contos de fadas não eram anda assim, com príncipes encantados que salvavam princesas. Eram nada infantis, mas eram mais pervertidos.
Mas eu também não gosto muito dos contos de fadas de hoje. Eles são salvos por ter amor, mas não pela sua trama.
As princesas parecem só esperarem serem salvas e terem uma cara de eu-sou-toda-sua. Para mim, ser princesa de contos de fadas não é a melhor definição de ser mulher. Há coisas que as mulheres não podem simplesmente fazem só por serem mulheres. Quem e que tem que agüentar a dor do parto? Somos nós. Quem é que tem que chorar quando vê que está vivendo em uma mentira amorosa? Somos nós. Quem é que agüenta a TPM e tem que chorar riachos de lágrimas por qualquer coisa? Somos nós. Quem é que agüenta a cólica? Somos nós. Quem é paciente? Somos nós. Quem é que tem que gastar rios de dinheiros com absorventes?
Somos nós, as mulheres. Por isso é que você não pode nos chamar de princesas: Somos amadas e poderosas, mas de maneira nenhuma fazemos nada. Nós encaramos o céu e caminhamos para a felicidade, mesmo que os espinhos do chão cheio de cactos sejam insuportáveis. Ou voamos para o infinito e viramos história. Ou cavamos fundo com as roupas cheias de terra e suor, encontrando riquezas inestimáveis.
Não que eu odeie os homens. Muito pelo contrário, eu até tenho uma leve atração por muitos deuses gregos do meu colégio, além de haver aqueles que tiram quase sempre notas melhores que as minhas com inteligência própria e não com cola. Mas isso não significa que eu seja melhor ou mais insignificante.
Afinal, ninguém aqui é perfeito e melhor/pior que o outro. Você é obrigado a aceitar isso comigo, caro leitor. Nós vivemos isso praticamente na pele, como aqueles escravos negros viveram a sua escravidão com marcas deixadas a brasa em suas peles. Uma verdade que nos persegue, minha gente.
Por isso eu digo: Ser mulher é sofrer e nunca desistir de lutar. É alcançar os seus sonhos com o próprio fôlego e suor, mesmo que tenha espinhos em seus pés ou alguma abelha.
Ser mulher é ser única na história. Ser mulher é ser guerreira. Ser mulher é decidir o futuro sem dependência.
Ainda há muito o que fazer pelas mulheres. Talvez, a gente ganhe tal importância que não podemos nos comparar inferiores.
A gente tem potencial, né?
Claro que sim.
Beijos da escritora aqui,
Lúh.
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13/09/08 – Diário de Papel da Lúh – Rebelião e Delícia
Tudo poderia não haver sido uma das melhores manhãs nubladas deste ano quando eu ouvi o meu pai falando com mamãe sobre eu não fazer nada. Como toda filha mais velha faria, eu fui verificar o que eles falavam. Mamãe estava me defendendo como sempre (mesmo que eu a ajudasse, ela ainda reclamaria como sempre e para sempre. Só porquê as minhas tias dizem o quanto as filhas delas são responsáveis, tiram 10, ajudam em casa e fazem esses tipos de coisas que faz as nossas mães brilharem de emoção, ela quer me dizer que ela tem vergonha de mim. O que ela queria? Eu não tenho entre dez e doze anos, além de o meu tempo ser naturalmente assim. Ela me compara constantemente com ela mesma, com a minha irmã (de 5 anos!) e com algumas amigas minhas. Isso é pura sacanagem, cara. Eu não sou ela, nem as minhas amigas e nem minhas primas. Além disso, eu odeio que ela queira se mostrar para as vizinhas o quanto eu ajudo em casa para ela ser elogiada. Se eu tiver a minha casa, eu a limpo com toda a vontade. Mas mamãe tem algo que me deixa sem vontade, o que é o jeito que ela fala comigo sobre eu não fazer NADA e nem estudar. Eu a ajudo sim, mesmo que seja em poucas coisas, mas quem disse que ela se importa com o que eu acabo de fazer? E eu não entendo nada sobre ela estar me defendendo. Papai não está totalmente cheio de razão como ele estava sentindo estar, falando que mamãe não me manda fazer absolutamente nada. Do nada eu falei, isso não é verdade. Eles sempre querem por culpa de minha preguiça, meu senso de sinceridade, meu senso de rebelião – pouca, mas eu tenho sim -, os quilos que eu ganho, no computador. O mínimo que ele consegue fazer é EU ter vergonha de mostrar ele e mamãe aos meus amigos em alguma festa .O computador, na verdade, faz mais bem para mim do que conversar com papai sobre alguma coisa. Ou sobre ele falar o quanto eu como na frente de alguns conhecidos, o que ele quer de propósito para me fazer mudar de atitude e perder a gula – que eu nem tenho tanta assim – .), mas papai ainda teimava em falar o quanto eu era preguiçosa. Papai fazia questão de tentar ser grosso em suas palavras, afim de que eu tomasse alguma providência sobre isso. Não que fosse um problema exatamente meu, mas eu sempre tenho muito sono devido à minha insônia e sobre eu sempre escrever neste diário de noite.
Por causa dos pequenos murrinhos que papai fez na parede enquanto eu teimava em ficar na cama que ficava encostada na parede rósea. De camisola e sutiã apertado tomara-que-caia, eu me levantei preguiçosa e cansada.
Papai mandou que eu me levantasse da cama e fosse tomar uma ducha lá no banheiro. Como toda garota boazinha, eu havia obedecido quase que instantaneamente. Afinal, como dizemos, papai é o rei da casa.
Apesar de papai ser sério e cara-de-pau (eu acho que, em termos de genética de minha personalidade, eu puxei mais do meu pai. Tal como ele, eu entendo rápido algumas coisas, sou tão honesta que chego a ser cara-de-pau ou divertida, eu respeito quase sempre, sou séria quando nada tem graça. Além eu achar que ferir uma pessoa de propósito é praticamente muito impossível para mim, sendo que eu acabo ajudando todo mundo. Sobre eu ser dramática, crítica e bem feliz, eu acho que eu puxei a mamãe. Até eu ser meio tímida e *pára para ouvir When I Grow Up, das Pussycat Dolls – Quando Eu Crescer, tradução – * … bem, eu sou tímida e desajeitada por parte também de mãe. Quanto a eu ser criativa e talentosa em algumas coisas, isso é natural em mim e me faz ter orgulho de mim mesma), eu gosto dele assim em seu estilo sou-o-chefe-e-ningúem-manda-em-mim. Vê-lo como algum coitadinho me deixa profundamente enojada ao ver que alguém está usando outra capa que não seja a sua. Isso é mais esquisito que Emmanuele falar que odeia Barbie e rosa (eu, por exemplo, não gosto tanto de Barbie. Rosa só quando ela combina comigo), além dela começar a me elogiar taanto. Isso é estranho.
Então, para tudo ficar normal e no seu devido equilíbrio, eu prefiro ele como ele está sendo comigo. Afinal, eu não agüentarei isso a vida toda como um peso nas minhas costas e eu poderei trabalhar muito e cuidar da minha vida mais tranqüilamente (jornalismo, medicina ou advorgacia?).
E sim, isso é uma rebelião.
É até legal, ás vezes, ter alguém que puxe a sua orelha por você. Mesmo que esses alguns – papai e mamãe – sejam as pessoas que vivem em seu pé e não querem ouvir o que você tem para criticar. Elas pensam que você é a pior que possam imaginar, mas elas saberão que podem estar todas erradas e começarem a olhar um gordo com outros olhos.
Claro que eu fui logo tomar banho, como disse acima. Quando eu estava tomando banho, eu ouvi uma música infantil, vinda da TV do quarto de meus pais, e percebi que Emmanuele (minha irmã sapeca de cinco anos que sempre atrapalha. Ela vai fazer seis em novembro, além de ser alta – tendo o tamanho desde o abaixo de meu busto para o chão – sempre me apelidando maliciosamente de gorda, enchendo o meu saco, me chamando de “mamãe Luciana´´ ou de “irmã´´. Tal como eu, ela pode se transformar em uma garota tímida para sapeca) estava vendo. O que mais surpreendeu foi que mamãe e papai não estavam mais reclamando. Aquilo foi estranho, já que não há algum dia que eles não reclamem. Afinal, papai e mamãe não gostam do meu jeito diferente de ser. Sobre eu escrever bastante (desde poemas e letras de músicas inventadas até fanfics e futuros livros de romance infanto-juvenil) e de ouvir músicas no YouTube que, para os adultos, chega a ser insuportável (isso faz mamãe sempre reclamar quando ela quer e ouvir e ver algum telejornal. Não é só para cantar junto ou para dançar quando o ritmo é bem dance, como eu crio textos através das letras e dos vídeos delas. Por exemplo, eu escuto constantemente Paramore, Lindsay Lohan, Hilary Duff, Kelly Clarkson, Ashlee Simpson e Miley Cyrus. E eu estou criando coisas novas com essas músicas). Então, ao sair do banheiro com uma toalha velha da Minnie, eu me vi sozinha com a Emmanuele. Rapidamente eu me vesti para ir com a minha irmã para dançar algumas músicas do NXZero pelo YouTube (viva!). Depois, nós tomamos um pouquinho de suco de limão, comemos brigadeiros escondidos e brigamos (como sempre). Eu logo tirei as coisas da mesa da sala e as lavei com o rádio ligado. Papai chegou sem avisar e eu fiquei calada ao limpar as migalhas de pão da mesa e arrumando os sapatos perto da porta de entrada/saída. Logo ele voltaria a sair para buscar mamãe Ednelza das horas extras da Auto Escola. Então, eu me apressei em terminar de lavar a louça e a arrumar o meu quarto (estava com muita vontade ontem. Porquê? Sei não.), além de ficar de frente ao computador para conversar com alguém no MSN. Júlia Guimarães parecia estar online, mas logo vi que ela não estava. Enquanto isso, eu conversava com a Luana Spencer. Nesse tempo, eu já fazia a comunidade de uma nova coleção de futuros e possíveis livros (http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=54858790), a Enchanted Collection ou Coleção Encantados. Além que eu meio que se baseei nas minhas idéias anteriores para criar. Eu também as divulguei e vou postar na comunidade NOSSOS Romances Adolescentes – eu ainda apenas postei o resumo e uma musiquinha de Obsessão – (http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=42996106).
Durou apenas algumas horas para que papai e mamãe tocassem a campanhia, afim de que eu os atendesse com o computador ligado. Eles nem reclamaram – felizmente - , apenas puseram um ventilador de frente ao congelador da geladeira (descongelar o gelo), viram algumas coisas e começaram a encher a panela. E depois foram embora, pedindo para que eu desligasse da torneira da pia quando a panela estivesse com a água no seu meio. Eu obedeci. Depois, papai ligou para mim ver onde estava a bolsa que mamãe havia perdido. Eu procurei. Não encontrei, até um celular tocar uma música de chamada. Aí eu encontrei a bolsa BEM perto da geladeira. E ela foi a causa da remarcação das aulas extras dela. E eu voltei à ficar no computador (de novo) até que papai e mamãe voltaram. Demoramos à almoçar, como eles não haviam comprado alguma comida ou preparado o almoço.
Algumas horas depois, papai nos avisou sobre a exposição de um desenho da Emmanuele em uma loja do Habbit´s da Cachoeirinha. Todo mundo ia com o carro com papai na direção, além que nós não poderíamos ter ido por não sabermos o caminho certo e onde ficava a lanchonete. Era preciso de exatos trinta minutos para poder achar o tal lugar e para decidir onde era a entrada, até que nós pudéssemos nossos pés naquela loja com gente demais. Foi algo que você não poderia respirar. Mesmo que houvesse um frio por ali, o calor também estava junto e uma farra começou na minha temperatura.
Crianças nos brinquedos, garçons ocupados, pais indo fazer suas dedicações às suas crianças. Esse foi o resumo do que eu encontrei ali. As coisas pareciam um tédio, além do garçom nos perguntar se a gente não ficava e comia ali.
A resposta foi na hora. Papai disse que iríamos comer fora da sala reservada ao CDB. Mas era uma verdadeira mentira, como nós saímos logo e Emmanuele aperreou o meu pai. Ela queria ficar com os amiguinhos dela, mas papai prometeu que a levaria à um lugar melhor.
Não é que eu tenho que torcer o braço quando eu estou falando de um lugar cem mil vezes melhor que lá. A Feira Internacional da Amazônia. Eu fiquei olhando tudo, impressionada. Havia muitas TV´s de plasma, além de doces pra atender clientes, coca-cola, lápis grátis, canetas grátis… Essas coisas, além de haver um local que parecia um templo do Japão.
Bem, eu comi pizza, refri, brigadeiros e uvas :B
E isso é bom *-*
Além que a Júh sonhou comigo >.<
Deus, o que ia ocorrer com eu em outra cidade?
Confusão…
Beijos,
Lúh.